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janeiro 01, 2018

Uma Oração para o Ano Novo

Matthew Henry 


“Os meus tempos estão nas tuas mãos!” Salmos 31:15

Acreditando firmemente que meus tempos estão nas mãos de Deus, aqui me submeto e todos os meus negócios para o ano seguinte, á disposição sábia e graciosa da providência divina de Deus. Se Deus designa para mim saúde ou doença, paz ou apuros, conforto ou cruzes, vida ou morte – que Sua vontade Santa seja feita!

Todo o meu tempo, força e serviço, dedico à honra do Senhor Jesus – e até mesmo meus costumes. Minha verdadeira expectativa, esperança e desejo, meu objetivo constante e empenho – é que Jesus Cristo possa ser ampliado em mim.
Em tudo o que tenho que fazer – toda minha confiança para fortaleza esta em Cristo. E qualquer coisa que eu fizer em palavras ou obras, eu desejo fazer tudo em Seu nome, para fazê-lo meu Alfa e Omega. Eu tenho tudo dele – e eu usaria tudo por Ele.

Se isso for um ano de aflição, um ano doloroso para mim – vou buscar todos os meus apoios e confortos do Senhor Jesus e me manter sobre Ele, nas Suas consolações eternas e na boa esperança que tenho nele através da graça.

E se esse ano for meu ano de morte – então meus tempos estarão nas mãos do Senhor Jesus. E com uma humilde confiança em Sua mediação, eu me aventurarei no mundo eterno à procura da esperança abençoada. Morrendo assim como vivendo – Jesus Cristo será, eu confio, lucro e vantagem para mim.

Oh, Que a graça de Deus seja suficiente para mim, para me manter sempre numa humilde sensação da minha própria indignidade, fraqueza, loucura e enfermidade – em conjunto com uma humilde dependência do Senhor Jesus Cristo tanto pela justiça quanto pela força.

janeiro 13, 2017

Um Chamado para a Oração

por J.C. Ryle 

O Senhor Jesus, quando os desperta, os dá uma voz e uma língua, e diz a eles, Não sejam mais mudos. Deus não tem filhos mudos. Orar faz parte da nova natureza deles, da mesma forma como chorar faz parte de uma criança. Eles veem o quanto necessitam de misericórdia e graça. Eles sentem seus vazios interiores e suas fraquezas. Eles não podem fazer diferente do que já fazem. Eles têm que orar.

Eu olhei cuidadosamente a vida dos santos de Deus na Bíblia. Eu não consigo encontrar um, desses em que suas histórias nos é bastante contada, de Gênesis a Apocalipse, o qual não fosse um homem de oração. Encontro que isso é mencionado como uma característica de piedade, que eles invocam o Pai (I Pedro 1:17), ou o nome do Senhor Jesus Cristo (I Co. 1:2). O que está registrado como uma característica dos perversos é que eles não clamam pelo Senhor (Sl. 14:4).

Eu li sobre a vida de vários Cristãos célebres que estiveram na Terra desde os tempos bíblicos. Alguns deles eram ricos e alguns pobres. Alguns tinham estudo, outros não. Alguns eram Episcopais e outros Cristãos que seguem outros modelos de governo de igreja. Alguns eram calvinistas e outros eram arminianos. Alguns amavam usar a liturgia e outros não usavam nenhuma. Mas uma coisa, eu vi, todos eles tinham em comum. Todos eles foram homens de oração. Eu estudo os relatórios de sociedades missionárias em nosso tempo. Vejo com alegria que homens e mulheres que não conheciam a Deus, estão recebendo o evangelho em diversas partes do mundo. Há conversões na África, Nova Zelândia, no Hindustão, na China. Essas pessoas que se converteram são bem diferentes umas das outras em cada aspecto. Mas uma coisa crucial observo em todas as bases missionárias: as pessoas convertidas sempre oram.

Eu não nego que o homem possa orar sem coração e sem sinceridade. Em nenhum momento me atrevo a dizer que o simples fato de uma pessoa orar prova algo sobre sua alma. Como em todos os outros aspectos da religião, bem como nesse, podem existir decepções e hipocrisia.

Mas isto eu digo, não orar é uma prova clara que um homem ainda não é um verdadeiro cristão. Ele não consegue realmente sentir os seus pecados. Ele não consegue amar a Deus. Ele não consegue sentir-se um devedor de Cristo. Ele não consegue buscar a santidade. Ele não consegue desejar o céu. Ele tem que nascer de novo. Ele tem que ser feito uma nova criatura. Ele talvez seja confiante em sua eleição, graça, fé, esperança, conhecimento, e enganar pessoas ignorantes. Mas você pode ter certeza, tudo não passa de conversas vãs se ele não orar.

E eu digo, além disso, entre todas as evidências de um trabalho genuíno do Espirito Santo, o hábito da oração é um dos mais satisfatórios que pode ser nomeado. Um homem talvez pregue por falsos motivos. Outro talvez escreva livros e faça discursos bonitos e pareça aplicado em bons trabalhos e ainda ser um Judas Iscariotes. Mas um homem raramente vai em particular e derrama sua alma a Deus em segredo, a não ser que seja em sinceridade. O próprio Deus colocou o seu carimbo na oração como sendo a melhor prova de uma verdadeira conversão. Quando ele enviou Ananias para Saulo em Damasco, a única evidência que ele deu da mudança do coração de Saulo foi a de que ele orou (Atos 9:11).

Sei que muitas coisas podem passar na mente de um homem antes que ele seja trazido a orar. Ele talvez tenha muitas convicções, desejos, vontades, sentimentos, intenções, determinações, esperanças e medos. Mas todas essas coisas são evidências incertas. Essas características podem ser achadas em pessoas não-cristãs e geralmente não levam a nada. Em muitos casos elas não são mais duradouras do que a nuvem da manhã e a neblina que passa. Uma oração calorosa e verdadeira, que vem de um coração quebrantado e de um espírito contrito, vale mais que todas essas qualidades juntas.

Eu sei que o Espírito Santo, o qual chama os pecadores dos seus maus caminhos, em muitas ocasiões guia-os através de degraus bem baixos até o conhecimento total de Cristo. Entretanto os olhos dos homens só podem julgar o que veem. Eu não posso dizer que alguém está justificado até que ele creia. Eu não ouso dizer que alguém crê até que ele ore. Eu não consigo entender uma fé muda. O primeiro ato de fé será falar com Deus. A fé é para a alma o que a vida é para o corpo. A oração é para a fé o que o fôlego é para a vida. Como um homem pode viver e não respirar está além da minha compreensão e como um homem pode crer e não orar está além minha compreensão também.

Nunca se surpreenda se você ouvir ministros do evangelho falando muito sobre a importância da oração. É aí que queremos chegar; nós queremos garantir que você esteja orando. A sua visão da doutrina talvez seja correta. O seu amor com relação ao protestantismo talvez seja caloroso e inconfundível. Mas talvez isso seja nada mais do que vão conhecimento e uma alegria passageira. Nós queremos saber se você está realmente familiarizado com o trono da graça e se você pode falar com Deus da mesma forma como você fala sobre ele.
Você quer descobrir se você realmente é um verdadeiro cristão? Então tenha certeza que minha pergunta é de muita importância; Você ora?


dezembro 19, 2016

Conversão e a História de Israel



Thomas R. Schreiner

Praticamente todos hoje em dia enfatizam, e o fazem corretamente, que o que temos na Bíblia é uma história. Com frequência, ela é descrita como a história da criação, queda, redenção e consumação. É o movimento da criação para a nova criação.
Onde a conversão se encaixa nessa história? Ela pertence à parte que trata da redenção.
Certamente, a conversão não é o tema central da história – o que é central é o propósito para o qual as pessoas são convertidas, que é também o propósito para o qual fomos criados. Como o Catecismo de Westminster diz, nós fomos criados para “glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. Há um novo mundo por vir e, nele, nós reinaremos com Cristo para sempre e veremos a sua face (Apocalipse 22.4).
Ao mesmo tempo, a conversão é fundamental para a história, uma vez que nós não seremos parte da nova criação de Deus sem ela. E o enredo bíblico deixa bastante claro que, na cidade celestial, nós louvaremos a Deus eternamente por nos redimir, por nos resgatar do domínio das trevas e por nos incluir no reino do seu Filho amado. Nós jamais esqueceremos a decisiva obra salvadora de Deus em nossas vidas, realizada por meio da cruz e da ressurreição de Cristo. Essa obra será eternamente central em nossos louvores.
Uma vez que a história de Israel ocupa a maior parte do enredo bíblico, eu gostaria de apresentar um breve esboço que demonstre por que a conversão é fundamental para a história.

A conversão e a história de Israel

A história de Israel, de fato, começa com Adão. Adão e Eva foram criados para trazer glória a Deus governando o mundo para Deus (Gênesis 1.26-28). Eles deveriam ser vice-regentes no mundo que ele havia criado. Eles deveriam exercer o seu governo sob o senhorio de Deus, confiando em suas instruções e a elas obedecendo. Mas eles se rebelaram contra o senhorio de Deus, adorando a si mesmos como criaturas em vez de dar louvor e graças ao Criador. Como resultado da sua desobediência, eles morreram (Gênesis 2.17). Eles foram separados de Deus no momento do seu pecado e foram assegurados de que morreriam eternamente se não se arrependessem.
Após o seu pecado, a necessidade fundamental de Adão e Eva era serem convertidos. Eles dificilmente poderiam governar o mundo para Deus e estender a sua bênção pela terra sem estar em um relacionamento correto com ele.
Deus prometera, contudo, que o descendente da mulher triunfaria sobre a serpente e a sua descendência (Gênesis 3.15). A história primitiva da humanidade demonstra a malignidade radical dos seres humanos. Todos os seres humanos entram no mundo como filhos e filhas de Adão (Romanos 5.12-19) e como descendentes da serpente (Mateus 13.37-38; João 8.44; 1 João 5.19). Somente aqueles que experimentassem a graça salvadora de Deus seriam libertos do domínio de Satanás. Caim, por exemplo, mostrou a que lado pertencia ao assassinar o justo Abel (Gênesis 4.1-16).
Quão poderosas eram as forças do mal? Ao tempo de Noé, havia apenas oito justos pelo mundo! Os seres humanos eram radicalmente malignos e Gênesis 6.5 atesta a universalidade do pecado. A descendência da serpente estendeu sua influência sobre a terra, mas Deus mostrou a sua santidade e senhorio ao destruir os pecadores com um dilúvio. Então, foi um novo começo, mas dificilmente houve uma melhora, uma vez que o coração dos homens não havia sido mudado (Gênesis 8.21). O episódio da torre de Babel (Gênesis 11.1-9) mostra que a nova criação ainda não havia chegado. O mundo não estava sendo governado por seres humanos que amavam o Senhor. A nova criação não poderia vir sem um novo coração.
A dispersão e o juízo sobre os seres humanos em Babel contrastam com o chamado de Abraão (Gênesis 12.1-3). Mais uma vez, havia um homem em um mundo mal. Porém, esse homem foi chamado por Deus e recebeu promessas de bênção. Canaã seria, por assim dizer, o novo Éden, e Abraão seria, em alguns aspectos, um novo Adão. Os filhos de Abraão seriam os filhos de Deus e a bênção dada a Abraão seria, enfim, espalhada por todo o mundo. Os seres humanos governariam o mundo sob o senhorio de Deus, assim como Adão e Eva haviam sido chamados a fazer.
O impressionante é quanto tempo leva para a história se desenrolar. As promessas não se cumprem por quase dois mil anos! O livro de Gênesis enfatiza a dádiva dos filhos prometidos a Abraão, Isaque e Jacó. Esses homens não herdaram a terra de Canaã e eles certamente não viram a bênção se espalhar por todo o mundo.
De Êxodo a Deuteronômio, a narrativa se desenvolve, registrando a libertação de Israel do cativeiro egípcio (Êxodo 1-15). Deus estava agora cumprindo a sua promessa de muitos filhos – a população de Israel estava explodindo. O Senhor os libertou do Egito para levá-los a um tipo de novo Éden, a terra de Canaã. Nessa terra, o governo régio de Deus sobre o seu povo se expressaria e as nações deveriam ver a justiça, paz e prosperidade de um povo que vivesse sob o senhorio de Deus. Contudo, a geração que saiu do Egito nunca chegou à terra (Números 14.20-38). Eles se recusaram a confiar na promessa de Deus, mesmo depois de verem a grande libertação do Egito e todos os sinais e maravilhas de Deus. A maioria do povo de Israel que foi tirado do Egito era obstinada e rebelde e não conhecia verdadeiramente o Senhor (cf. 1 Coríntios 10.1-12; Hebreus 3.7-4.11). O coração deles precisava ser circuncidado – convertido – para que eles pudessem amar o Senhor e temê-lo (Deuteronômio 30.6), apegando-se a ele como seu Deus e andando em todos os seus caminhos.
Os filhos que cresceram após a geração do deserto foram bem sucedidos naquilo em que a geração anterior havia falhado. Josué e Israel confiaram no Senhor e lhe obedeceram, herdando a terra de Canaã prometida a Abraão (Josué 21.45; 23.14). Agora, Israel tinha estabilidade para viver em seu novo Éden e mostrar a beleza e a glória de viver sob o senhorio de Javé. Mas ainda havia um verme dentro da maçã. A obediência de Israel ao Senhor não durou muito. Segundo o livro dos Juízes, Israel não se tornou uma bênção para as nações, antes, passou a imitá-las. Eles andaram em caminhos pagãos. O Senhor continuou a libertar o povo, quando eles se arrependiam, contudo o coração deles permanecia sem mudança, pois continuavam a voltar para o seu pecado.
O que Israel deveria fazer? Quase mil anos haviam passado desde que a promessa fora feita a Abraão. Israel tinha uma grande população e viva na terra, mas as promessas de uma bênção mundial não estavam nem perto de se realizarem. Israel desejou um rei, convencido de que ele os libertaria de seus inimigos assim como os reis faziam com as demais nações (1 Samuel 8.5). Quando Saul foi designado rei, ele era, como Abraão, um novo Adão em alguns aspectos, designado por Deus para governar Israel para a glória de Deus. Mas Saul, como Adão, se rebelou contra o Senhor e, assim, o reino lhe foi tirado (1 Samuel 13.13; 15.22-23). O governo do Senhor sobre Israel não se consumou no reinado de Saul. Deus então ungiu Davi rei e, diferente de Saul, ele foi um homem segundo o coração de Deus, que governou a nação para a glória de Deus (1 Samuel 13.14). Ainda assim, o adultério de Davi com Bate-Seba e o homicídio de Urias demonstram que ele não seria o agente pelo qual as bênçãos de Deus alcançariam o mundo inteiro (2 Samuel 11).
Quando Salomão assume o trono, o paraíso da nova criação parecia iminente (1 Reis 2.13-46). A paz marcou o seu reino e ele construiu um templo magnífico para o Senhor (2 Reis 3-10). Salomão governou o povo com sabedoria e no temor de Deus, no princípio, mas se apartou do Senhor e se voltou para a idolatria (1 Reis 11). Como resultado, a nação se dividiu em dois reinos: Israel no norte e Judá no sul (1 Reis 12). Ali começava um longo desvio para o pecado, que findou com Israel sendo exilado pelos assírios em 722 a.C. e Judá sendo exilado pelos babilônios em 586 a.C. (2 Reis 17.6-23; 24.10-25.26). Cerca de 1.500 anos haviam passado desde o chamado de Abraão. As promessas da terra, da descendência e da bênção feitas a Abraão não estavam nem perto de se cumprir. Israel não estava mais na terra, mas no exílio. Em vez de abençoar o mundo inteiro, Israel havia se tornado semelhante ao mundo.
Por que Israel estava em exílio? Qual era o problema? Os profetas ensinaram repetidamente que Israel estava no exílio por causa do seu pecado (por exemplo, Isaías 42.24-25; 50.1; 58.1; 59.2, 12; 64.5). Em Isaías, o Senhor promete um novo êxodo e uma nova criação. Mas o novo êxodo e a nova criação apenas viriam por meio do perdão de pecados (Isaías 43.25; 44.22) e esse perdão se tornaria realidade por meio da morte do Servo do Senhor (Isaías 52.13-53.12).
Jeremias ensina as mesmas verdades. Israel precisava de um coração circuncidado (Jeremias 4.4; 9.25). Em outras palavras, eles precisavam ser regenerados e convertidos. Jeremias profetiza que uma nova aliança está por vir, na qual o Senhor escreverá a sua lei no coração do seu povo, capacitando-o a obedecer-lhe (Jeremias 31.31-34). Semelhantemente, o livro de Ezequiel vislumbra o dia em que o Senhor lavaria o seu povo do pecado, removeria o seu coração de pedra e lhe daria um coração de carne (Ezequiel 36.25-27). O seu coração transformado seria o resultado da obra do Espírito Santo e, como consequência, Israel andaria nos caminhos de Deus e guardaria os seus mandamentos.
Israel de fato retornou do exílio em 536 a.C., mas as grandes promessas encontradas nos profetas não se realizaram completamente. Israel enfrentava lutas nos dias de Ageu e Zacarias, Esdras e Neemias e Malaquias. A prometida obra do Espírito ainda não havia se cumprido. Eles esperavam por um rei. Eles esperavam pela chegada da nova criação.
Nenhuma bênção para Israel ou para o mundo, sem a conversão
A história de Israel revela que a nova criação e o novo êxodo não seriam desfrutados à parte do perdão de pecados e de um coração circuncidado. As promessas feitas a Abraão não se realizaram por causa do pecado e da rebelião de Israel. A história da nação é marcada por repetida desobediência e por uma recusa em fazer a vontade do Senhor. Israel precisava desesperadamente do perdão de seus pecados e Isaías ensina que tal perdão se daria por meio do Servo Sofredor de Isaías 53. Mas Israel também precisava da obra sobrenatural do Espírito Santo para ser salvo; ele precisava ser convertido. A conversão é fundamental à história de Israel, uma vez que as bênçãos prometidas a Israel e ao mundo nunca seria deles à parte da conversão.

Extraído de: Voltemos Ao Evangelho  

Texto original: Thomas R. Schreiner/ 9Marks Journal. Disponibilizado em Português por: Vinícius Silva Pimentel/Ministério Fiel
novembro 18, 2016

Fatos Notáveis sobre Charles Spurgeon

24 Fatos Notáveis sobre C.H. Spurgeon


Pr. Larry Newcomer



1. CHS leu o Progresso do Peregrino aos seis anos de idade e o releu 100 vezes após isso.

2. A coleção impressa de seus sermões (63 volumes) tem tantas palavras quanto a Enciclopédia Britânica, todavia, ele pregou suas 140 palavras por minuto à partir de uma única folha de anotações, preparada na noite anterior.

3. Uma mulher foi convertida lendo uma simples página de um sermão de Spurgeon que ela encontrou enrolada ao redor da manteiga que ela tinha comprado.

4. Antes dos 20 anos de idade, CHS pregou 600 vezes.

5. Aos 19 anos de idade, a Igreja de New Park Street o convidou para um teste de seis meses. Eu aceitaria somente um teste de três meses pois, “Eu não queria me tornar um obstáculo”. Quando ele chegou, em 1854, a congregação tinha 232 membros. Trinta e oito anos depois o total era de 5.317 com outros 9.149 que tinham sido membros (mudanças, mortes, etc.).

6. CHS disse dos políticos: “Eu tenho ouvido, ‘Não traga a religião para a política’. É precisamente para este lugar que ela deveria ser trazida e colocada ali na frente de todos os homens como um candelabro”.

7. CHS certa vez se dirigiu a uma audiência de 23.654 pessoas sem, é claro, um microfone ou uma amplificação mecânica.

8. Um dia, para testar a acústica de um salão onde ele iria falar, ele falou em alta voz — “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Um trabalhador nas vigas ouviu e foi convertido.

9. A mulher de Spurgeon, Susannah, o chamava, “Sua Excelência”.

10. CHS falava tão fortemente contra a escravidão que os seus publicadores Americanos editavam os seus sermões.

11. CHS recusou ser ordenado e recusou o título, “Reverendo”. (Todavia, ele fundou um colégio de pastores).

12. CHS entrevistou pessoalmente todos os membros candidatos na determinação de estar seguro da genuinidade da sua conversão. 14,000/38=368 por ano. (Veja #5 acima).

13. Ele nunca disse à sua congregação em quem votar — mas ele denunciava os candidatos por nome desde o púlpito — e ele distribuía folhetos durante a semana para os oficiais que estavam querendo saber quem ele favorecia.

14. A cada Natal CHS dava presentes individuais aos órfãos dos orfanatos que ele tinha fundado, mesmo quando o número aumentou para aproximadamente mil.

15. CHS lia quase um livro por dia em média. Ele freqüentemente confessava estar ciente de oito grupos (séries) de pensamentos identificáveis em sua mente ao mesmo tempo.

16. Concernente aos orfanatos como obra social, CHS declarou: “O socialismo é somente palavras e teoria. Nós cuidamos tanto dos corpos como das almas dos pobres e tentamos mostrar nosso amor à Verdade de Deus pelo amor verdadeiro”.

17. O colégio de pregadores de Spurgeon fornecia educação geral assim como educação teológica. Não havia taxas fixas.

18. O diretor do colégio, George Rogers, era um pedobatista, mostrando a tolerância e magnanimidade de Spurgeon — mas todos na faculdade tinham que “ensinar as Doutrinas da Graça com dogmatismo, entusiasmo e clareza”.

19. CHS, pelas melhores estimativas disponíveis, foi o instrumento direto e pessoal de Deus de aproximadamente 12.000 conversões.

20. O colégio, diretamente através dos esforços de Spurgeon de propagação com base em sua estimativa de doações, enviou homens resultando na plantação de mais de 200 igrejas.

21. O primeiro livro publicado pela Moody Press foi o All Of Grace [Tudo pela Graça] de Spurgeon. Ele ainda é o bestseller número #1 deles.

22. CHS certa vez pregou uma mensagem sonhando, a qual sua esposa, que estava acordada, registrou em papel. Ele a pregou na manhã seguinte.

23. Havia oração contínua para a obra do Tabernáculo Metropolitano no porão do mesmo.

24. Num culto em 1879, a congregação regular de 4.850 membros deixou o tabernáculo para permitir que novas pessoas, que estavam esperando do lado de fora, tivessem uma chance de vir e ouvir. O edifício imediatamente se encheu de novo,

25. Quando Moddy encontrou Spurgeon e descobriu que ele fumava charutos, ele ficou um tanto surpreendido e desconcertado. Spurgeon lhe assegurou que nunca tinha exagerado. Moody perguntou cortesmente, “E o que você consideraria um exagero?”. Ao que Spurgeon respondeu, “Fumar dois ao mesmo tempo”. É crido que Spurgeon parou de fumar charutos quando a loja de tabaco onde ele os comprova começou a se auto-anunciar como, “A Loja Onde Spurgeon Compra Seus Charutos”.

Disponível em: http://www.monergismo.com/


Indicação de livro: “Spurgeon, Uma Nova Biografia”, Arnold A. Dallimore. Editora PES. 

novembro 16, 2016

Razões para - não - celebrar o Natal

Pr. John McAlister *

Enquanto o mundo se prepara cada vez mais antecipadamente para celebrar o seu natal sem Cristo, os discípulos de Jesus não deveriam se preparar melhor para celebrar seu Natal com Cristo?
Diante das inúmeras controvérsias que giram em torno da origem e do significado desta festa, eis algumas razões tanto para celebrar como para não celebrar o Natal.

5 RAZÕES PARA NÃO CELEBRAR O NATAL

1. Natal é uma festa puramente comercial e consumista:


Todo cristão verdadeiro deve se sentir minimamente incomodado pela ânsia de consumo que aflora e se apodera das pessoas nesta época do ano. Passar horas e horas nos corredores dos shoppings, gastar dinheiro que temos e não temos para presentear os outros e a nós mesmos e, por fim, reunir a família para comer mais do que convém – além de ingerir muita coisa que não convém! – são maneiras nada cristãs de celebrar o Natal.

Contudo, deixar de celebrar o Natal somente porque muitos o tratam como uma celebração do consumo não é a única opção. A meu ver, o Dia das Mães e o Dia dos Pais são datas igualmente exploradas pelos marqueteiros. Mas isso não quer dizer que você não possa observar essas datas apesar de não homenagear seu pai ou sua mãe com um presente. E dizer que todo dia é Dia dos Pais, Dia das Mães e Dia de Natal é o mesmo que dizer que todos os dias são iguais e nenhum deles é especial. Então, se tiramos um dia do ano para honrarmos nossos progenitores, não poderíamos e deveríamos fazer o mesmo pelo nosso Redentor?

2. Natal é uma festa de origem pagã:

Muitos cristãos já devem ter ouvido que a data do dia 25 de dezembro coincide com uma antiga tradição pagã – a “festa do Sol Invicto” – que celebra o renascimento da natureza após a longa e escura noite do solstício de inverno no hemisfério Norte. Vários dos símbolos tradicionais de Natal – pinheiros, guirlandas e velas – também estão associados a essa tradição. Junte-se a isso todo o folclore mítico do Papai Noel e das renas, gnomos e duendes que o cercam para que muitos crentes tenham abolido de vez o Natal em seus lares.

De fato, usar os símbolos tradicionais de Natal sem conhecer seu real significado e enfeitar a sua casa com uma árvore de Natal e a companhia do Papai Noel sem fazer nenhuma menção à Encarnação do Filho de Deus é incompatível com a fé que professamos em Cristo. Porém, eu nunca vi um retiro de Carnaval ou uma programação evangelística no dia de Finados cancelados por motivo de “convergência de data com celebração pagã”. O real valor do dia 25 de dezembro não reside nas tradições pagãs que envolvem esta festa, mas no uso que fazemos do período de preparação e da própria data para honrar e glorificar o nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo.

3. Natal é uma festa que pertence ao calendário litúrgico romano:

A celebração preparatória para o Natal – conhecida como Advento, do latim que significa “vinda”, e que começa no quarto domingo anterior ao dia 25 de dezembro – está associada a todo um calendário litúrgico que muitos crentes tem rejeitado junto com as demais datas comemorativas acrescentadas a este ano festivo pela tradição Católica Romana, como o próprio dia de Finados.

É certo que a celebração do Natal não pode se tornar apenas uma comemoração religiosa mecânica e fria. É certo que não podemos fazer da lembrança e da celebração da vinda de Cristo – como também da sua Crucificação e Ressurreição – um exercício meritório aos nossos olhos e aos olhos de Deus, como se a simples recordação do fato histórico do nascimento virginal nos tornasse melhores que aqueles que ignoram ou rejeitam tal acontecimento.

Porém, é igualmente certo que, quer nós o reconheçamos ou não, definimos os ciclos do nosso ano a partir de datas-chave – aniversários, casamentos, nascimentos, óbitos, etc. Historicamente, a igreja tem marcado o seu ano pela comemoração dos eventos que marcaram a história da redenção – o nascimento de Cristo (Natal), sua morte e ressurreição (Páscoa) e o derramamento do Espírito Santo (Pentecostes). Assim como a comemoração de um aniversário de casamento não é definitiva para a permanência do matrimônio, embora seja salutar, assim também faz bem à fé e à vida da igreja anualmente celebrar os marcos históricos da sua confissão.

4. Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro:

A Bíblia não é apenas omissa quanto à data exata do nascimento de Jesus, como também os historiadores e críticos argumentam que é bastante improvável que ele tenha nascido no dia 25 de dezembro. A data pode muito bem ter sido escolhida pela igreja para servir de opção para os cristãos que não celebravam a “festa do Sol Invicto” (vide ponto 2 acima), mas que desejavam celebrar o raiar do “Sol da Justiça”. Outra tradição ensina que a Igreja antiga cria que Jesus teria morrido no mesmo dia em que foi concebido. Como a Páscoa costumava ser celebrada no Ocidente por volta do dia 25 de março, Jesus teria nascido nove meses depois.

Independentemente da origem da escolha da data, devemos entender que o Natal não se trata da celebração do aniversário de Jesus. Historicamente, Natal tem servido para lembrar da Primeira Vinda de Cristo e para anunciar a Segunda Vinda. “Cantar parabéns para Jesus” e “não se esquecer do principal aniversariante” do dia 25/12 não são as razões centrais do Natal cristão e, por isso, a justificativa dessa festa não depende da fixação exata da data de nascimento do Cristo.

5. A Bíblia não ordena que celebremos o Natal:

Longe de nós sugerirmos que a celebração do Natal é exigida pelas Escrituras. Não é. E longe de nós concluirmos que os que não celebram o Natal são menos cristãos dos que o celebram. Não são.
Contudo, simplesmente querer encerrar a questão dizendo que a Bíblia não fala sobre a celebração do Natal não é o fim da história. A Bíblia tampouco proíbe a celebração do Natal. E, como veremos adiante, ela nos dá muitas outras razões para observarmos esta festa de acordo com os princípios ensinados pelas próprias Escrituras Sagradas.


* - John McAlister é Pastor Titular da Igreja Cristã Nova Vida Catedral, no Recreio (RJ)

novembro 04, 2016

Puritanos - Breve definição

"Westminster Assembly",John Rogers Herbert
O puritanismo influenciou a tradição reformada no culto, governo eclesiástico, teologia, ética e espiritualidade. Quatro convicções básicas: (1) a salvação pessoal vem inteiramente de Deus; (2) a Bíblia constitui o guia indispensável para a vida; (3) a igreja deve refletir o ensino expresso das Escrituras; (4) a sociedade é um todo unificado.

O sentido original do termo “puritano” apontava para a purificação da igreja, na medida que os puritanos queriam descartar os elementos arquitetônicos, litúrgicos e cerimoniais que consideravam conflitantes com a simplicidade bíblica. Por exemplo, eles objetavam contra o sinal da cruz no batismo e a genuflexão para receber a Santa Ceia.

Ao invés de paramentos elaborados (sobrepeliz), eles preferiam uma toga preta que simbolizava o caráter do ministro como um expositor culto da Bíblia.

Queriam que cada paróquia tivesse um ministro residente capaz de pregar. Para alcançar esse objetivo, promoviam reuniões de ministros para ouvir sermões e receber orientação pastoral (suprimidas por Elizabete).

Sofrendo oposição dos bispos e estando comprometidos com uma eclesiologia que dava ênfase à igreja como uma comunidade pactuada, muitos puritanos rejeitaram o episcopado.
Os puritanos não estavam interessados somente na purificação do culto e do governo eclesiástico. Todo o corpo político também precisava de purificação. Apoiando-se em Martin Bucer e João Calvino, eles insistiram na criação de uma sociedade cristã disciplinada. Achavam que uma nação inteira podia fazer uma aliança com Deus para a realização desse ideal. Esperanças milenaristas e o exemplo do Israel bíblico os impeliram nessa direção.

A Bíblia, interpretada no espírito dos teólogos reformados continentais, era considerada a única fonte legítima para a doutrina, liturgia, governo eclesiástico e espiritualidade pessoal. Incentivavam a leitura doméstica da Bíblia de Genebra (1560), uma edição comentada. Além da pregação expositiva regular aos domingos, havia a instrução dos membros em seus lares durante a semana. Deram grande ênfase à preparação de ministros pregadores (ex: Emmanuel College, em Cambridge).

Os pregadores-teólogos puritanos escreveram com detalhes sobre a maneira pela qual a graça de Deus poderia ser identificada na experiência humana, indo além de religiosidade formal e expressando-se numa transformação interior da morte no pecado para a vida em Cristo, com base na fé. Os diários e autobiografias dos puritanos revelam quão intensa essa luta podia ser e como se tornaram pessoais os grandes temas da teologia reformada.

· Sem negligenciar a obra e o ser de Deus ou os grandes temas da eleição, vocação, justificação, adoção, santificação e glorificação, a ênfase dos teólogos puritanos na experiência religiosa e na piedade prática deu aos seus escritos um teor incomum entre os teólogos reformados de outras partes da Europa. Um bom exemplo disso é O Peregrino (1676), de John Bunyan.

A ênfase prática da teologia puritana levou-a a dar grande atenção à ética pessoal e social em casos de consciência, discussões sobre vocação e o relacionamento entre a família, a igreja e a comunidade no propósito redentor de Deus.

4.5. Contribuições dos puritanos

Ver Leland Ryken, Santos no Mundo:

  • - Vida teocêntrica - Toda a vida pertence a Deus 
  • - Vendo Deus nos lugares comuns 
  • - A importância da vida 
  • - Vivendo num espírito de expectativa 
  • - O impulso prático do puritanismo 
  • - A vida cristã equilibrada 
  • - A simplicidade que dignifica


Puritanos notáveis:

William Perkins (1558-1602) – sua teologia foi o primeiro grande exemplo de uma síntese da teologia reformada aplicada à transformação da sociedade, igreja e indivíduos da Inglaterra elizabetana. Em sua obra mais famosa, Armilla Aurea (A corrente de ouro – 1590), ele expôs a tradição reformada em torno do tema da teologia como “a arte de viver bem”. Deu ênfase à majestade da ordem de Deus e sua implicações sociais e pessoais. Foi o primeiro teólogo elizabetano com uma reputação internacional. Também destacou-se extraordinariamente como pregador.

William Ames (1576-1633) – discípulo mais destacado de Perkins e prolífico escritor. Sua críticas contra a Igreja da Inglaterra causaram o seu exílio na Holanda (onde foi professor) e a proibição dos seus livros na Inglaterra. Suas obras mais famosas são: A Medula da Teologia (1623) e Casos de Consciência (1630). Morreu poucos antes de uma planejada mudança para Massachusetts, onde sua influência, bem como na Holanda, persistiu até o século 18. Sua teologia prática acentuou como cada aspecto da vida devia ser dedicado à glória de Deus.

Richard Sibbes (1577-1635) – foi estudante e professor em Cambridge. Exemplificou a síntese entre profundidade bíblica e sensibilidade pastoral que caracterizou a teologia puritana no que tinha de melhor. Seus escritos são práticos antes que sistemáticos e mostram claramente porque as ênfases puritanas foram assimiladas tão plenamente pelos leigos. Escritos seus como A Porção do Cristão e A Exaltação de Cristo Comprada por sua Humilhação revelam não só uma rica soteriologia, mas profundas percepções sobre a criação e a encarnação.

Thomas Goodwin (1600-1680) – foi influenciado por Sibbes e outros. Estava destinado a uma promissora carreira eclesiástica, mas abriu mão da mesma ao ser convencido por John Cotton (1584-1652) da legitimidade da independência. Depois de algum tempo na Holanda, desempenhou um papel importante na Assembléia de Westminster. Teve atuação destacada no regime de Cromwell e foi presidente do Magdalen College, em Oxford. Buscou unir independentes e presbiterianos em Cristo, o Pacificador Universal (1651). Seu profundo encontro pessoal com Cristo permeou todos os seus escritos.

Richard Baxter (1615-1691) – foi ordenado em 1638 e dois anos depois rejeitou o episcopalismo. De 1641 a 1660 foi ministro de uma paróquia em Kidderminster. Após a guerra civil, apoiou a Restauração e tornou-se capelão de Carlos II. Excluído da Igreja da Inglaterra após o Ato de Uniformidade (1662), continuou a pregar e foi encarcerado em 1685 e 1686. Tomou parte na deposição de Tiago II e deu as boas-vindas ao Ato de Tolerância de Guilherme e Maria. Suas obras incluem O Repouso Eterno dos Santos (1650) e O Pastor Reformado (1656).

John Owen (1616-1683) – ao lado de Baxter, o grande pensador sistemático da tradição teológica puritana. Educado em Oxford, enfrentou uma longa luta espiritual em busca da certeza de salvação, que terminou por volta de 1642. Dedicou seus formidáveis dotes intelectuais à causa parlamentar. Inicialmente presbiteriano, converteu-se à posição independente através da leitura de John Cotton. Fez uma vigorosa exposição do calvinismo clássico em Uma Exibição do Arminianismo (1643). Em A Morte da Morte na Morte de Cristo (1647) fez uma brilhante apresentação da doutrina da expiação limitada. Até o fim da vida trabalhou por uma igreja nacional mais abrangente e pela reconciliação dos dissidentes rivais.

John Bunyan (1628-1688) – após lutar na guerra civil, em 1653 filiou-se a uma igreja independente em Bedford. Um ou dois anos depois, começou a pregar com boa aceitação. Foi aprisionado de modo intermitente entre 1660 e 1672, o que lhe permitiu escrever sua obra-prima, O Progresso do Peregrino (1678), e outros escritos. Após 1672, dedicou-se à pregação e ao evangelismo em sua região. Outras obras famosas de sua lavra são A Guerra Santa (1682) e Graça Abundante para o Principal dos Pecadores (1666).


Trecho extraído de "Puritanos e Assembléia de Westminster". Instituto Presbiteriano Mackenzie. Disponível em: http://www.mackenzie.br/7058.html 
novembro 03, 2016

Um Desafio às Mulheres

John Piper. 
  1. Que tudo da sua vida - em qualquer esfera - seja devotado à glória de Deus.
  2. Que as promessas de Cristo sejam confiadas tão plenamente que paz, alegria e força encham sua alma a ponto de transbordar.
  3. Que essa plenitude de Deus abunde em atos diários de amor, de forma que as pessoas possam ver suas boas obras e glorificar ao seu Pai no céu.
  4. Que vocês sejam mulheres do Livro, que amem, estudem e obedeçam a Bíblia em cada área do seu ensino. Que a meditação sobre a verdade bíblica possa ser a fonte de esperança e fé. E que vocês continuem a crescer em entendimento através de todos os capítulos de sua vida, nunca pensando que o estudo e o crescimento são apenas para os outros.
  5. Que vocês sejam mulheres de oração, de forma que a Palavra de Deus se abra para vocês; e o poder da fé e santidade desça sobre vocês; e sua influência espiritual crescerá no lar, na igreja e no mundo.
  6. Que vocês sejam mulheres que tenham uma profunda compreensão da graça soberana de Deus, fortalecendo todo esse processo espiritual; que sejam pensadoras profundas sobre as doutrinas da graça, e amantes e crentes profundos dessas coisas.
  7. Que vocês sejam totalmente comprometidas ao ministério, seja qual for o seu papel específico, que não desperdicem o seu tempo em revistas de senhoras ou hobbies inúteis, assim como seus maridos não deveriam desperdiçar o tempo deles em esportes excessivos ou coisas sem propósito na garagem. Que você redima o tempo para Cristo e seu reino.
  8. Que vocês, se solteiras, explorem seu solteirismo para a plena devoção a Cristo e não sejam paralisadas pelo desejo de se casar.
  9. Que vocês, se casadas, apoiem a liderança do seu marido de maneira criativa, inteligente e sincera, tão profundamente como uma obediência a Cristo permitir; que vocês o encorajem em seu papel designado por Deus como o cabeça; que vocês o influenciem espiritualmente primariamente através da sua tranquilidade destemida, santidade e oração.
  10. Que vocês, se tiverem filhos, aceitem a responsabilidade com o seu marido (ou sozinhas, se necessário) de criar os filhos que esperam no triunfo de Deus, compartilhando com ele o ensino e a disciplina das crianças, e dando aos filhos aquele toque e cuidado protetor especial que vocês são unicamente capacitadas para dar.
  11. Que vocês não assumam que o emprego secular é um desafio maior ou um melhor uso da sua vida que as oportunidades incontáveis de serviço e testemunho no lar, na vizinhança, comunidade, igreja e no mundo. Que não proponham somente a pergunta: Carreira vs. Mãe em tempo integral? Mas que perguntem tão seriamente: Carreira em tempo integral vs. Liberdade para o ministério? Que vocês perguntem: O que seria maior para o Reino - ser empregado de alguém que lhe diga o que você deve fazer para seu negócio prosperar, ou ser um agente livre de Deus, sonhando o seu próprio sonho sobre como seu tempo, seu lar e sua criatividade poderiam fazer o negócio de Deus prosperar? E que em tudo isso você faz suas escolhas não sobre a base de tendências seculares ou expectativas de estilo de vida, mas sobre a base do que fortalecerá a sua família e promoverá a causa de Cristo.
  12. Que vocês parem e (com seus maridos, se forem casadas) planejem as várias formas da sua vida ministerial em capítulos. Os capítulos são divididos por várias coisas - idade, força, solteirismo, casamento, escolha de emprego, crianças no lar, crianças na escola, netos, aposentadoria, etc. Nenhum capítulo é tudo alegria. A vida finita é uma série de permutas. Encontrar a vontade de Deus, e viver para a glória de Cristo plenamente em cada capítulo é o que faz dele um sucesso, não se ele se parece com o capítulo de outra pessoa ou se tem nele o que o capítulo cinco terá.
  13. Que vocês desenvolvam uma mentalidade e um estilo de vida guerreiro; que nunca se esqueçam que a vida é breve, que milhões de pessoas estão entre o céu e o inferno todos os dias, que o amor ao dinheiro é suicídio espiritual, que os objetivos de mobilidade ascendente (roupas chiques, carros, casas, férias, comidas, hobbies) são um substituto pobre para os objetivos de viver para Cristo com toda a sua força, e maximizar sua alegria no ministério ao ajudar pessoas.
  14. Que em todos os seus relacionamentos com os homens vocês procurem a direção do Espírito Santo ao aplicar a visão bíblica da masculinidade e feminilidade; que vocês desenvolvam um estilo e comportamento que faça justiça ao papel único que Deus deu aos homens para serem responsáveis pela liderança graciosa com relação às mulheres - uma liderança que envolve elementos de proteção, cuidado e iniciativa. Que vocês pensem criativamente e com sensibilidade cultural (assim como ele deve fazer) ao moldar o estilo e ajustar o tom de sua interação com os homens.
  15. Que vocês vejam a direção bíblica para o que é apropriado e inapropriado para os homens e mulheres em relação uns para com os outros, não como restrições arbitrárias sobre a liberdade, mas como prescrições sábias e graciosas de como descobrir a verdadeira liberdade do ideal de complementaridade de Deus. Que vocês não mensurem sua potencialidade pelas poucas funções restringidas, mas pelas incontáveis oferecidas.

Fonte: Ministério Fiel. 
Imagem: "Good read" by Jessica Drossin. Disponível em 500px.com
novembro 03, 2016

O Contexto de "Youth Shock Message", de Paul Washer

"Você percebe quanto amor é necessário ficar de pé diante de 5000 pessoas e os dizer que o Cristianismo na América está quase totalmente errado? Você sabe o que irá me custar nunca mais ser chamado para um evento como esse? Ser impopular? Você sabe por que você faz isso? Você não faz porque é bem pago, você não faz porque os homens vão amar você, você faz porque você ama os homens e porque mais do que isso, você quer honrar a Deus!" – Paul Washer

Esse vídeo conta o contexto por trás da Chocante Mensagem aos Jovens e foi filmado em San Antonio, TX em 26 de Outubro de 2009 pela Grace Community Church.


Visite o site do Projeto Missionário de Paul Washer: HeartCry Missionary Society: http://heartcrymissionary.com/


novembro 03, 2016

Trecho de “Teologia Puritana”

“Se as promessas são tudo isso que vimos, então elas são mais úteis para nós neste mundo do que o próprio ar que respiramos. Se Deus está por trás das promessas como aquele que as sustenta e está nelas como a sua essência, então é nas promessas divinas que está nossa maior segurança de alcançarmos o céu e nosso mais amplo acesso para desfrutar plenamente de Deus. Se as promessas de Deus são sua maneira de demonstrar generosidade para conosco, então não existe nada mais essencial na vida do que conhecer quais são essas promessas e saber como se beneficiar delas. Tendo visto como são essas promessas, consideremos agora como nós, na condição de povo de Deus, devemos usar as que nos foram feitas com tanta liberalidade”.
BEEKE, JOEL R., MARK JONES. Teologia Puritana: doutrina para a vida. Ed. Vida Nova. 2016. 
Você encontra com um preço excelente (comparando com outras livrarias) em: http://www.livrariasfamiliacrista.com.br/teologia-puritana.html